Segurança pública: Pare de ouvir os especialistas midiáticos.

Com a crescente onda de violência que se instaurou no estado do Rio de janeiro nos últimos anos, houve um direcionamento das atenções ainda mais latente a area da segurança publica. O imaginário coletivo foi tomando por medo , insegurança e principalmente pela duvida de como resolver ou atenuar os problemas enfrentados pela população no dia a dia, com o anuncio de uma intervenção federal essas duvidas se acirraram de forma ainda mais contundente, e para responde-las , obviamente de forma a manipular a opinião publica, a grande midia se usa de seus ditos especialistas em tal area.

O grande problema não está na titularidade "especialista" em si , mas no fato de que está titularidade, se observada através de seus currículos em nada dialogam com a area de segurança publica em si. Muitos destes especialistas, tem como formação original as areas de direito , ciências sociais e as areas humanas em geral, e chegam ao mais alto nível da graduação formal acadêmica nestas mesmas areas. O fato é que a grande maioria se apresenta como acadêmicos pesquisadores da area de segurança publica , porém, por mais que usem da pesquisa participante e fiquem anos em um especie de convívio com orgãos e agentes da area de segurança pública, ainda assim esta experiencia não se igualará as experiencias vividas em primeira mão pelos orgãos de segurança publica e seus agentes. Inclusive tais ditos especialistas possuem em sus currículos lattes , "especializações" e consultorias em matérias táticas dentro de corporações policiais, sendo que nem mesmo conhecem o funcionamento de uma entrada tática, as chamadas CQB´s e outros elementos referentes a estas doutrinas.

As pesquisas dos ditos especialistas também se configuram como grandes engôdos e bombas de fumaça sobre dados referentes aos temas da segurança publica nacional e estadual, são construídas narrativas que dialogam e reafirmam suas visões ideológicas, obviamente sempre de esquerda como as narrativas de superlotação de presídios, liberação das drogas e "brutalidade" policial, que tem por função dar o pseudo fundamento de argumento de autoridade pelos trabalhos em si, e com isso serem conectados a area da segurança, mesmo sem nunca terem feitos parte da logística de segurança publica. Porém o trabalho dos ditos especialistas não se restringe a academia, para que consigam se inserir na logistica de segurança publica, vivem a rodear cargos administrativos ou de pesquisa dentro das secretarias de segurança estadual ou federal. Um exemplo disso está no trabalho mal sucedido do antropólogo Luiz Eduardo Soares, e sua militância pela criação da Força Nacional criada aos moldes das guardas nacionais soviéticas durante o governo Lula quando ocupava o cargo de secretário nacional de segurança publica, ou mesmo nas indicações politicas de Benedita da Silva , ex governadora do Rio a estes pesquisadores para ocupar cargos dentro da secretaria de segurança publica no Rio de janeiro durante seu mandato. O resultados destas duas experiencias mal sucedidas se refletiram nos dados alarmantes das condições da segurança publica federal e estadual nestes períodos.

Suas teorias , assim como suas ideologias, fazem promessas que jamais serão praticáveis no mundo real , justamente porque , são feitas dentro do mundo ilusório das universidades e seguem uma agenda perversa de destruição de instituições e reputações de forma quase profissionalizada por seus militantes travestidos de professores, alunos ou neste caso "especialistas" , em especial as federais, que foram tomadas por um pensamento hegemônico ao longo de anos.


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